Narra seleciona estudantes de graduação para iniciação científica voluntária (PIVIC)

A profª. Nicoli Tassis, o prof. Nuno Manna e prof. João Damasio, docentes pesquisadorxs do Grupo de Pesquisa em Narrativa, Cultura e Temporalidade – Narra, selecionam estudantes do curso de Jornalismo da UFU para desenvolver pesquisas de iniciação científica na modalidade PIVIC (sem bolsa). O trabalho se iniciará em novembro de 2025, com duração prevista de um ano.


I – Escopo das pesquisas
Todxs xs estudantes selcionadxs desenvolverão trabalhos em diálogo com pelo menos três frentes de atuação do Narra:
1. o estudo permanente de referências teórico-metodológicas no campo da narrativa, da cultura e da temporalidade;
2. a colaboração com o projeto de pesquisa “Catástrofes cotidianas”, realizado em parceria com outros dois grupos mineiros (Tramas Comunicacionais/UFMG e Cultura Fotográfica/UFOP), dedicado à investigação de relações entre comunicação e as experiências de grupos e indivíduos em situação de vulnerabilidade social;
3. o desenvolvimento de um projeto de extensão voltado para a reflexão e o enfrentamento da violência contra mulheres.

Além disso, cada estudante atuará juntx de umx professorx orientadorx no desenvolvimento de uma pesquisa específica, no interior de um dos três projetos sintetizados abaixo:

Projeto A: Mídia e identidades
O projeto investiga como diferentes identidades sociais são construídas, performadas e disputadas no circuito midiático contemporâneo. A pesquisa integra levantamento teórico e empírico sobre narrativas e performances identitárias presentes em múltiplos produtos culturais (jornalismo, literatura, publicidade, cinema, música, redes sociais, etc.), considerando dimensões políticas, religiosas, raciais, de gênero, corporais, temporais e culturais. Estruturada em três eixos principais, a investigação busca: (1) identificar as conexões entre estudos de mídia e teorias da identidade no contexto brasileiro e internacional; (2) problematizar conceitos e performances que (des)controem e (ins/)estabilizam identidades; e (3) analisar as narrativas midiáticas e suas diferentes apropriações, observando processos de negociação e ressignificação identitária. A partir de referenciais críticos e interdisciplinares, o estudo pretende compreender como a mídia atua na produção e disputa de sentidos em torno das identidades no cenário sociocultural.
Orientação: profª. Nicoli Tassis

Projeto B: Contracolonialidades e novas poéticas do tempo
O projeto de pesquisa envolve dois eixos complementares de trabalho. O primeiro consiste no estudo de textos teóricos que discutem como a história colonial deu origem e sustenta diferentes formas de desigualdade, violência e exploração na América Latina. O segundo
eixo desenvolve o mapeamento e a análise de produções midiáticas latino-americanas contemporâneas (literárias, audiovisuais, musicais, entre outras) que questionam e experimentam com os modos de narrar aspectos de tal história. O estudo aposta na investigação de processos comunicacionais que, em meio às grandes crises recentes e aos contextos de vulnerabilidade, possibilitam vislumbrar outros tempos possíveis não apenas pelos temas que abordam, mas pela expansão das próprias maneiras de se compreender e produzir relações entre tempo e narrativa.
Orientação: prof. Nuno Manna

Projeto C: Montagens visuais e saberes localizados
O projeto propõe um estudo sobre o exercício de montagem e crítica visual a partir de saberes localizados, expressos por movimentos sociais, coletivos digitais, comunidades, associações e identificações culturais. Para isso, serão realizadas leituras teóricas, explorações de repertórios visuais e a configuração de caso(s) para estudo empírico. Objetiva-se tanto reconhecer gestos de montagem visual na midiatização, quanto propor práticas de montagem como gesto crítico e metodológico para compreender a circulação das imagens.
Orientação: prof. João Damasio

II – Dinâmica geral das pesquisas:
● realização e registro de leituras de referencial bibliográfico;
● seleção e análise de material midiático relacionado à pesquisa;
● participação em reuniões com a/o orientador/a (cronograma a ser definido);
● participação regular nas reuniões do grupo de pesquisa (as reuniões têm acontecido às quartas-feiras, às 18h30, com frequência quinzenal);
● apoio na condução das atividades do grupo de pesquisa, tais como tarefas de organização da rotina do grupo e realização de eventos;
● cumprimento dos produção a ser combinada com x orientadorx (tais como artigos, apresentações de trabalho, etc.);
● escrita de relatório final de pesquisa individual.

III – Requisitos para o trabalho:
● estar regularmente matriculada/o no curso de Jornalismo da UFU;
● possuir interesse na prática de pesquisa acadêmica;
● demonstrar afinidade com as temáticas pesquisadas e com a ementa do grupo de pesquisa;
● ter disponibilidade e firmar compromisso regular com a dinâmica da pesquisa na duração prevista do trabalho;
● comprometer-se com o desenvolvimento da pesquisa nos termos em que ela foi apresentada nesta chamada.

IV – Processo seletivo:
● x estudante deve enviar um e-mail de inscrição para o endereço narra@gruponarra.com.br contendo histórico escolar, número de telefone, indicação do projeto (A/B/C) para o qual pretende se inscrever (caso seja de interesse da/o estudante, será aceita inscrição em mais de um projeto, com indicação de ordem de preferência entre eles) e carta de intenções (em torno de 10 linhas, contendo apresentação pessoal e motivo pelo qual deseja participar da pesquisa e ser membro do grupo) até o dia 31/10/2025;
● uma entrevista será agendada com cada candidata/o, prevista para ocorrer presencialmente no dia 05 de novembro de 2025, a partir das 18h, no laboratório Agência de Notícias (Sala 3E123);
● o resultado da seleção será divulgado para as/os candidatas/os até o dia 10 de novembro de 2025.

Mais informações sobre o grupo podem ser encontradas no site: www.gruponarra.com.

Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail indicado acima.

“Corpos em Tempos e Espaços” é lançado no XVI Historicidades

Por Laís Espósito

Durante a última semana de novembro, nos dias 27, 28 e 29, o Narra recepcionou o XVI Historicidades na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). A obra “Corpos em Tempos e Espaços”, que reuniu em 15 capítulos parte dos textos do Historicidades de 2023, foi oficialmente apresentada ao público durante o evento.  

O Historicidades marca o encontro da rede de pesquisa Historicidades dos Processos Comunicacionais, que integra pesquisadores dos programas de pós-graduação de 13 instituições no Brasil (UFBA, UFRJ, UFMG, UFPI, UERJ, USP, UFOP, UFRB, UFS, UnB, Fiocruz, UFU e  UFF). Nos últimos anos, os encontros da rede têm resultado na publicação de dossiês e livros.

Organizado por Fernanda Maurício da Silva (ACTO/UFMG), Nicoli Tassis (NARRA/UFU), Rafael José Azevedo (TRAMAS/UFMG) e Thiago Ferreira (TRACC/UFBA), os textos que compõem a obra buscam explorar as complexas e múltiplas relações entre corpos, tempos e espaços, articulando diferentes perspectivas teóricas. 

Abordando como as corporeidades estabelecem conexões com espaços e tempos, esses estudos tensionam experiências cotidianas, práticas midiáticas e saberes acadêmicos. A coletânea propõe reflexões sobre como esses elementos se configuram e criam modos de existir e pertencer a determinados lugares, sejam eles a periferia, a floresta, o espaço de um disco ou jornal, as ambiências digitais, as ruas ou até mesmo os sonhos. Essas múltiplas relações são analisadas dentro das especificidades de distintas formas comunicacionais, enriquecendo os debates sobre os processos da e na comunicação. 

O livro Corpos em Tempos e Espaços está disponível gratuitamente para leitura e download no site oficial da Selo PPGCOM/UFMG.

XVI Encontro da Rede Historicidades chega ao interior mineiro

Por Madu Porto

Nos dias 27, 28 e 29 de novembro, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) se torna o centro de debates sobre espacialidades, corporeidades e temporalidades ao sediar o XVI Encontro da Rede Historicidades dos Processos Comunicacionais, organizado pelo Grupo de Pesquisa Narrativa, Cultura e Temporalidade (Narra) e pelo Linhas – Rede Mineira de Estudos em Narrativas e Historicidades. O evento, que ocorre pela primeira vez em Uberlândia (MG), reforça o papel da universidade como espaço de troca acadêmica e inovação científica no interior mineiro.

Com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), o encontro é promovido em colaboração com o Programa de Pós-Graduação em Tecnologias, Comunicação e Educação (PPGCE), o Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários (PPGELIT) e o curso de Jornalismo da UFU.

Nicoli Tassis, pesquisadora do Narra e organizadora do encontro, destaca o compromisso da Rede em descentralizar a produção acadêmica, com o objetivo de oportunizar pessoas de diferentes regiões e níveis de formação. “Esse tipo de evento geralmente está mais presente nas capitais, ainda infelizmente, nas capitais do sudeste”, pontua.

A última edição, realizada em Cachoeira, na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), mostrou a potência de eventos realizados fora dos grandes centros urbanos. Para o próximo ano, há planos de levar o encontro ao Nordeste brasileiro. “Uma tentativa de fazer a rede de pesquisa mais forte e interiorizada”, acrescenta Nicoli.

Os encontros da Rede Historicidades acontecem semestralmente – em um primeiro momento com trabalhos em resumo e posteriormente com artigos desenvolvidos – revezando entre 13 instituições de ensino superior (UFBA, UFRJ, UFMG, UFPI, UERJ, USP, UFOP, UFRB, UFS, UnB, UFU, UFF e Fiocruz). Neste semestre, o Narra é o anfitrião, recebendo 30 pesquisador@s de 4 regiões do país e 16 trabalhos aprovados para debate no Triângulo Mineiro.

A dinâmica de pesquisa colaborativa interinstitucional incentiva o trabalho entre pesquisador@s de estados distintos, criando além de saberes transversais e interdisciplinares, laços afetivos e conexões. “Como pesquisadora, nunca havia vivenciado algo assim antes de entrar na rede”, compartilha Nicoli.

Outro ponto de destaque, é a proposta única do evento que, em vez de apresentações tradicionais, os trabalhos aprovados são lidos previamente pelos participant@s e discutidos em profundidade durante as mesas. “Não é como os outros congressos”, assegura Nicoli. Os horários são dedicados exclusivamente a debates e indagações para os autores. É um diferencial formativo que valoriza o debate e a construção coletiva de saberes.

Além disso, a proposta do encontro é que cada trabalho a ser apresentado seja desenvolvido em parceria entre pesquisadores de diferentes grupos e instituições. Entre os 16 estudos que serão debatidos neste XVI Historicidades, na UFU, quatro têm participação de integrantes do Narra. Confira quais são eles:

O afrobarroco e os reencontros com as missas nas transversalidades musicais de Mateus Aleluia e Milton Nascimento:

Neste texto, Luana Franciele Miranda Souza (TRACC/UFBA), Mário Gonzaga Jorge Júnior (COMUM/UFRB) e Eduardo Ramos (Narra/UFU) assumem a tese do artista baiano Mateus Aleluia sobre o afrobarroco e tecem paralelos com a poética de Milton Nascimento, buscando confluência poéticas entre Bahia e Minas Gerais. O estudo foca nos discos “Missa dos Quilombos” (1982) de Milton Nascimento e “O Africanto dos Tincoãs” (1975) de Mateus Aleluia, passando pelospodcast “Afrobarroco em palestra musical: O canto dos Recuados”, protagonizado por Mateus Aleluia (2021).

Feminicídio de mulheres negras: Tensões nas relações de gênero, raça e território em coberturas jornalísticas na Bahia e Minas Gerais

Caio Amaral da Cruz (TRACC/UFBA), Ítalo Cerqueira de Souza (TRACC/UFBA), Julia Alvarenga (ACTO/UFMG), Jussara Peixoto Maia (COMUM/UFRB) e Nicoli Tassis (Narra/UFU) analisam coberturas jornalísticas sobre casos de feminicídio de mulheres negras em jornais baianos e mineiros. O trabalho engaja a perspectiva de que – contrariamente às reportagens analisadas, que reescrevem os crimes de forma protocolar, racional e cronológica – é preciso perceber a instabilidade espaço-temporal e os tensionamentos nas relações de gênero, raça e território existentes nas narrativas jornalísticas.

Atordoamento, coetaneidade e cronotopo em O beijo no asfalto: uma ciranda

Composto por seis autores, Luciana Amormino (Tramas/UFMG), Eliza Caetano (Tramas/UFMG), Antonio Kvalo (Narra/UFU), Débora Costa (Narra/UFU), Rafael Andrade (Tramas/ UFMG) e Henrique Caixeta (Tramas/UFMG), esta pesquisa analisa a obra audiovisual “O beijo no asfalto” e inova no formato do texto, escrito em forma de dramaturgia e diálogo com as rubricas de cada um dos autores se complementando, contrapondo e tecendo uma análise que mobiliza conceitos de atordoamento, coetaneidade e cronotopo a partir da metodologia da ciranda.

Fantasmas de tempos, espaços e corpos outros

A contribuição de Ana Luisa Coimbra (GEEECA/UFRB), Mariana Souto (Cinema e alteridade/ UnB) e Nuno Manna (Narra/UFU) discute um tema curioso e inquietante, que vê na figura do fantasma, conforme suas aparições em pinturas, fotografias e obras cinematográficas, um recurso discursivo com potencial para a compreensão das historicidades, perpassando frequentemente por questões relativas ao passado colonial e escravocrata, aos conflitos de classe ou aos desdobramentos de ditaduras ou regimes opressores.

Os demais trabalhos você confere na programação do evento. A participação é aberta ao público, sem necessidade de inscrição prévia, e ouvint@s receberão certificados. As atividades acontecem no auditório do Bloco 1E, no Campus Santa Mônica, das 14h30 às 18h30. Não perca a chance de participar desse encontro.

Narra integra evento de comemoração dos 10 anos do Selo PPGCOM/UFMG

Por Laís Espósito

Em comemoração aos 10 anos do selo editorial do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFMG (PPGCOM/UFMG), no dia 2 de outubro, ocorreu em Belo Horizonte o Ciclo de Debates “Editar Livros, Circular Conhecimentos”. O evento reuniu especialistas e profissionais da área editorial para refletir sobre a produção de livros e os desafios que cercam a difusão do conhecimento em tempos digitais. 

A programação teve duas mesas de debates abertas ao público. A primeira abordou os “Desafios da divulgação científica: o caso do livro”. A segunda tratou sobre “A edição de livros hoje: estímulos e gargalos”, com a participação do integrante do Narra, Antônio Kvalo, que é doutorando em Estudos Literários na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e editor-chefe de O sexo da palavra, editora focada em gênero e sexualidade. 

Representantes de cinco editoras atuantes em Minas Gerais debateram questões centrais para o universo da publicação, como as transformações do papel das editoras, a digitalização dos processos editoriais e as dificuldades na circulação de livros acadêmicos. Além de Antônio, participaram da mesa de debate Bruno Leal (Tramas – Rede Linhas e Selo PPGCOM/UFMG), Maria Carolina Fenati (Chão da Feira/UFMG), Maria Mazarello Rodrigues (Mazza Edições) e Paulo Bernardo Vaz (PPGCOM/UFOP).

Antônio destaca que “os eventos são fundamentais para que os editores troquem suas experiências, além de conseguir conhecer outros trabalhos. Toda forma de troca é proveitosa num mercado alternativo que preza pela independência”. Em sua intervenção em Belo Horizonte, ele defendeu a autonomia das pequenas editoras, já que sendo independentes elas não precisam se submeter às imposições mercadológicas e podem  criar novas formas de acesso aos leitores. 

Os debatedores destacaram que novas faces são assumidas pelas pequenas editoras no ambiente tecnológico. Na perspectiva de Antônio, a fabricação dos livros de modo digital  influencia diretamente a qualidade final do livro, sendo capaz de redimensionar o acesso às obras e criar um espaço de publicação extremamente amplificado para os autores, as pesquisas e as temáticas que seriam barradas em outras editoras maiores. 

O trabalho da editora O Sexo da Palavra, que também motiva a pesquisa de doutorado de Antônio, é um exemplo do papel da cena independente da publicação de livros. Abordando temáticas como gênero, sexualidade e obscenidade, a editora abre um espaço diante do mercado editorial, que apresenta uma barreira na compreensão dessas temáticas sem o viés discriminatório que dificulta que esses livros cheguem a mais espaços nos desdobramentos reacionários que atravessam o  Brasil.

O evento contou com o apoio da Rede Linhas, que reúne o Núcleo de Estudos: Narrativa e Experiência (Tramas/ UFMG), Grupo de Pesquisa em Narrativa, Cultura e Temporalidade (Narra/UFU) e Grupo de Cultura, Ensino, Extensão e Pesquisa (Cultura Fotográfica/UFOP).

O Selo PPGCOM/UFMG é uma ação de extensão que visa a divulgação científica do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Minas Gerais. Suas atividades destinam-se a publicação de livros e coletâneas que promovem a difusão do conhecimento produzido por pesquisadoras e pesquisadores da comunicação.O grupo Narra participou da produção de duas coletâneas publicadas pelo selo, Catástrofes e crises do tempo e Temporalidades e espacialidades nos processos comunicacionais. Todas as obras publicadas são gratuitas e de acesso livre. 

Narra será o anfitrião do XVI Encontro da Rede Historicidades em novembro

A Universidade Federal de Uberlândia será sede do XVI° Encontro da Rede de Grupos de Pesquisa em Historicidades dos Processos Comunicacionais, que ocorrerá entre os dias 27 e 29 de novembro. Os eventos são realizados semestralmente, de forma itinerante, e desta vez terá o Narra à frente de sua organização. A Rede integra grupos de pesquisa dos programas de pós-graduação de 13 instituições de ensino superior no Brasil (UFBA, UFRJ, UFMG, UFPI, UERJ, USP, UFOP, UFRB, UFS, UnB, UFU, UFF e Fiocruz). Desde sua sua criação, em 2015, tem como objetivo promover um esforço interdisciplinar de reflexão, debatendo investigações teórico-conceituais em torno das temporalidades nos processos e fenômenos da Comunicação.

O encontro, realizado pela primeira vez em Uberlândia, será apoiado pelo CNPQ (Chamada CNPq Nº 12/2023 – Auxílio à Promoção de Eventos Científicos, Tecnológicos e/ou de Inovação – ARC) e pela FAPEMIG (Chamada FAPEMIG 05/2024 – Organização de Eventos de Caráter Técnico-Científico – OET), e terá como tema central as “figuras de historicidades”. A temática diz respeito de um termo cunhado na rede, tratando-se de imagens conceituais capazes, simultaneamente, de fazer ver diferentes problemas temporais nos fenômenos midiáticos (uma dimensão reflexiva) e sugerir caminhos e operadores para sua apreensão (uma dimensão operacional). ¹ Ao longo de suas edições e publicações, a rede abordou figuras como a memória, a crise, a catástrofe e o território, em trabalhos de caráter profundamente experimental, e busca adensar sua baste teórico-metodológica no encontro de novembro.

A cada ano, o evento ocorre em duas etapas, em que os artigos apresentados no segundo semestre são o desdobramento das discussões do semestre anterior. Os trabalhos que serão apresentados no encontro organizado pelo Narra, portanto, seguem, em sua maioria, as discussões realizadas no XV encontro da Rede, que ocorreu entre os dias 15 e 18 de maio, em Cachoeira-BA, na Universidade Federal do Recôncavo Baiano. 

Trabalhos apresentados pelo Narra no XV Encontro da Rede Historicidades, em Cachoeira – BA
XV Encontro da Rede Historicidades

Os trabalhos da Rede prezam pela colaboração interinstitucional. Na ocasião, membros do Narra compuseram quatro trabalhos:

  •  “Feminicídio de mulheres negras: Tensões nas relações de gênero, raça e território em cobertura jornalísticas na Bahia e Minas Gerais”, por Caio Amaral da Cruz (TRACC/UFBA), Carla Alexsandra Souza (COMUM/UFRB), Ítalo Cerqueira de Souza (TRACC/UFBA), Julia Alvarenga Marques (ACTO/UFMG), Jussara Peixoto Maia (COMUM/UFRB) e Nicoli Tassis (NARRA/UFU)
  • Fantasmas de tempos, espaços e corpos outros: tensões espectrais da modernidade e colonialidade”, por Mariana Souto (Cinema e alteridade/UnB) e Nuno Manna (Narra/UFU).
  • “O afrobarroco e as afroconfluências Bahia/Minas Gerais: o hibridismo artístico católico/barroco e do Candomblé nas transversalidades musicais de Mateus Aleluia e Milton Nascimento”, por Luana Souza (TRACC/UFBA), Mário Gonzaga Jorge Júnior (COMUM/UFRB), Eduardo Ramos (NARRA/UFU)
  • “O beijo no asfalto”; o gesto no espaço: atordoamento, coetaneidade e cronotopo em movimentos do/no tempo”, por  Luciana Amormino (Tramas/UFMG), Eliza Caetano (Tramas/UFMG),  Antonio Kvalo (Narra/UFU), Débora Costa (Narra/UFU), Rafael Andrade (Tramas/UFMG)

Os trabalhos do próximo encontro encontram-se em fase de elaboração, e a programação completa será divulgada no início de novembro.

Para saber mais sobre o evento e a produção desenvolvida pela rede, acesse o site do Historicidades.


  1. RIBEIRO, Ana Paula Goulart; LEAL, Bruno Souza; GOMES, Itânia. A historicidade dos processos comunicacionais: elementos para uma abordagem. MUSSE, Christina Ferraz; VARGAS, Herom; NICOLAU, Marcos (Orgs).  Comunicação, mídias e temporalidades. Salvador, Edufba, 2017.

Narra convida Rafael Andrade

O seminário Narra Convida, evento aberto dedicado ao diálogo com pesquisadores de diferentes temáticas dentro do universo da narrativa, da cultura e da temporalidade, chega a sua sexta edição. Dessa vez, o evento acontecerá no interior do III Seminário Internacional Interdisciplinar em Tecnologias, Comunicação e Educação. O evento será realizado no dia 18 de Abril, às 19h, no auditório 5R-AB do Campus Santa Mônica e será transmitido ao vivo no youtube. Haverá emissão de certificado aos participantes. 

Nessa ocasião, o convidado será Rafael Andrade (UFMG), que irá conversar sobre os desdobramentos da sua tese de doutorado: Festa como política de vida: da sobrevivência pandêmica à prática cotidiana para um bem-viver”. A discussão parte da percepção da festa como um evento/acontecimento que instaura uma nova camada de significação no cotidiano ao reconfigurar as experiências dos corpos com os tempos nos espaços, gostaríamos de pensar na festividade como uma dimensão política e afetiva do cotidiano que pode instabilizar a lógica temporal neoliberal que orienta a modernidade / colonialidade. A ideia é refletir sobre o caráter “erótico”, “intervalar”e “encantado” presente em diversas situações festivas da vida cotidiana – não apenas no que entendemos como o evento “festa”.

Rafael Andrade é membro da Linhas – Rede Mineira de Estudos em Narrativas e Historicidades, da qual o Narra também faz parte. O pesquisador é Pós-doutorando no PPGCOM UFMG com bolsa CNPQ. Doutor pelo PPGCOM UFMG na linha de pesquisa Textualidades Midiáticas (2023). Mestre pelo PPGCOM UFPE (2018) na linha de pesquisa Estéticas e Culturas da Imagem e do Som. Possui graduação em Comunicação Social – Publicidade pela UFMG (2015). Tem experiência profissional na área de produção de eventos e rádio. Participa dos grupos de pesquisa:  Tramas Comunicacionais, ligado aos estudos de narrativa e experiência, pertencentes ao Departamento de Comunicação Social da UFMG; Escutas – Grupo de Pesquisa e Estudos em Sonoridades, Comunicação, Textualidades e Sociabilidade; e LAMA – Laboratório de Análise de Música e Audiovisual -, pertencente ao Departamento de Comunicação Social da UFPE.

Para ter acesso ao trabalho “Festa como política de vida : da sobrevivência pandêmica à prática cotidiana para um bem-viver”; acesse o link.

Para saber mais sobre a programação do III Seminário Internacional Interdisciplinar em Tecnologias, Comunicação e Educação, acesse a página do evento.

Acompanhe a discussão, na sessão “ao vivo”, do nosso canal do youtube.

Duas alunas de Jornalismo concluem ICs no Narra

As alunas de Jornalismo Suianne Gonçalves, orientada pelo professor João Damásio, e Giovanna Abelha, orientada pelo orofessor Nuno Manna, concluíram suas pesquisas no fim do último ano letivo da Universidade Federal de Uberlândia. Ambas as produções são fruto de Programa Institucional Voluntário de Iniciação Científica (PIVIC) e estão articulados ao projeto Catástrofes Cotidianas (edital CNPq Pró-Humanidades 2022) do qual o Narra participa. 

O trabalho “As farpas do caso Jonatas Santos: circulação das imagens em narrativas do inimaginável”, de Gonçalves, se propôs a explorar o processo de circulação de imagens a partir das narrativas sobre os massacres no campo. A pesquisa, que teve início em maio e que terminou em novembro, trata das midialidades que surgem a partir do caso do garoto Jonatas Santos, filho de um líder comunitário no Engenho de Roncadorzinho (Barreiros – PE), assassinado durante um conflito fundiário, em março de 2022. A partir da análise de reportagens, artigos e postagens produzidas pela Comissão Pastoral da Terra, pelo G1 e pela Revista Piauí, dentre outros veículos, o trabalho teve como objetivo identificar que iconicidade surge a partir da circulação das imagens deste caso, e de que maneira elas o consolidam como um símbolo da violência no campo. 

Suianne, estudante do oitavo período da graduação em jornalismo, conta que o trabalho teve relação próxima com sua vida pessoal, uma vez que a fotografia e a temática do campo são aspectos presentes em seu ambiente familiar de diferentes modos. No entanto, a pesquisa lhe abriu novas possibilidades : “Eu nunca me imaginei como pesquisadora antes. Foi uma experiência que me mostrou quanto eu posso aprender e impactar a vida dos outros fazendo uma iniciação científica. Foi uma virada de chave muito grande pra mim reconhecer que a realidade em que as pessoas vivem no campo é uma realidade de catástrofes que envolve e ultrapassa a questão dos assassinatos e massacres.”

O trabalho de Abelha, intitulado “Jornalismo em meio ao atordoamento: As narrativas do jornal digital BBC Brasil em interlocução com o imaginário da cultura chinesa durante os primeiros meses da pandemia de COVID-19”, analisa a cobertura da BBC Brasil, entre o período de novembro de 2020 a dezembro de 2021, a fim de compreender de que modo o contexto pandêmico tencionou o imaginário sobre a cultura chinesa. A partir das matérias selecionadas, a pesquisa reflete criticamente sobre os  sentidos que emergem da cobertura jornalística deste veículo ocidental, durante um período de constante tentativa de (re)ordenamento da realidade. 

Estudante do oitavo período e após concluir sua segunda iniciação científica, Giovanna Abelha conta que a pesquisa se conectou com o trabalho que desenvolveu anteriormente no Narra: “Eu quis fazer essa pesquisa primeiro porque, durante a minha primeira iniciação científica, que foi sobre pós-humanismo e Cyberpunk, eu me aproximei ainda mais de questões que envolvem a Ásia e suas metrópoles. A partir disso eu comecei a me aproximar um pouco mais de tudo que envolvia a Ásia e isso começou a despertar um questionamento em relação à forma como a Ásia é retratada pra nós aqui do ocidente”

Sobre as coberturas jornalísticas analisadas e a forma com que seu trabalho se relaciona com o projeto das catástrofes cotidianas, ela afirma: “Essa pesquisa tenta compreender como o jornalismo estava dando conta de narrar a China durante o início da COVID-19, ou seja, no momento de surgimento desse vírus, em que todas as nossas percepções sobre o mundo e a nossa compreensão de realidade se tornaram abalados por um novo futuro imprevisível. Muitas narrativas começaram a emergir como uma forma de dar conta dessa nova realidade que estava se formando. Entendo que muitas dessas narrativas são problemáticas e resgatam preconceitos sobre o país.“ 

O projeto o qual ambas as pesquisas compõe, de investigação acerca das catástrofes cotidianas, busca compreender o conceito de catástrofes para além de um único evento, enquanto um processo de desestabilização das formações sociais e subjetivas. Este movimento reflexivo, que também se volta aos acontecimentos do dia a dia, é centrado na noção de atordoamento, termo que busca caracterizar experiências de desestabilização temporal, de desconstrução de modos hegemônicos de vida e suas implicações políticas, afetivas, estéticas e na forma com que atribuímos sentido ao mundo. 

Para saber mais sobre as catástrofes cotidianas, acesse o livro “Catástrofes e Crises do Tempo”, produzido pela rede Historicidades  dos Processos Comunicacionais e publicado pelo selo PPGCOM, em 2020. 

Para continuar acompanhando as produções do Narra, clique aqui.

Narra seleciona estudante para Iniciação Científica (PIBIC)

O prof. Nuno Manna, docente pesquisador do Grupo de Pesquisa em Narrativa, Cultura e Temporalidade – Narra, seleciona umx estudante do curso de Jornalismo da UFU para desenvolver pesquisa de iniciação científica na modalidade PIBIC sob sua orientação. O trabalho tem duração prevista para o período de fevereiro a dezembro de 2024, com possibilidade de bolsa de R$700,00 mensais. 

I – Temática da pesquisa: novas poéticas e políticas do tempo

A pesquisa se dedicará, em primeiro lugar, a construir um repertório teórico de perspectivas contemporâneas que se dedicam a compreender, problematizar e promover novas formas de relação com o tempo. A partir de mapeamento e revisão bibliográfica, serão abordados enfrentamentos dos dilemas temporais – considerando suas articulações com a linguagem, a narrativa, a cultura e a história – sob a modernidade, o capitalismo e o colonialismo. Em um segundo momento, o trabalho desenvolverá um estudo de caso de um fenômeno contemporâneo da comunicação a ser definido no processo da pesquisa. 

O trabalho está vinculado ao projeto “Catástrofes cotidianas”, que envolve pesquisadorxs do Narra e de outros dois grupos de pesquisa (Tramas Comunicacionais/UFMG e Cultura Fotográfica/UFOP), com financiamento do CNPq. Neste projeto coletivo, busca-se investigar, de forma geral, a questão da catástrofe não como um evento em si, mas como processos de desestabilização de formações tanto sociais quanto subjetivas, em relação a situações do dia a dia.

Esta pesquisa busca também fomentar o trabalho do Narra, grupo que se dedica ao estudo de fenômenos da comunicação a partir da narrativa, da cultura e da temporalidade tomadas conjuntamente como perspectiva teórico-metodológica.

II – Dinâmica geral das pesquisas:

  • realização e registro de leituras de referencial bibliográfico;
  • seleção e análise de material midiático relacionado à pesquisa;
  • participação em reuniões com o orientador (cronograma a ser definido);
  • participação regular nas reuniões do grupo de pesquisa (as reuniões têm acontecido às terças-feiras, às 18h30, com frequência quinzenal);
  • apoio na condução das atividades do grupo de pesquisa, tais como tarefas de organização da rotina do grupo e realização de eventos;
  • cumprimento dos produtos previstos nas respectivas propostas de pesquisa;
  • escrita de relatório final de pesquisa individual.

III – Requisitos para o trabalho:

  • estar regularmente matriculada/o no curso de Jornalismo da UFU;
  • ter disponibilidade e firmar compromisso regular com a dinâmica da pesquisa com carga horária de 20 horas semanais na duração prevista do trabalho;
  • possuir interesse na prática de pesquisa acadêmica;
  • demonstrar afinidade com as temáticas pesquisadas e com a ementa do grupo de pesquisa;
  • comprometer-se com o desenvolvimento da pesquisa nos termos em que ela foi formulada na ementa acima.

IV – Processo seletivo:

  • x estudante deve enviar e-mail de inscrição para o endereço narra@gruponarra.com.br contendo histórico escolar, número de telefone e carta de intenções (em torno de 10 linhas, contendo apresentação pessoal e motivo pelo qual deseja participar desta pesquisa e ser membrx do grupo) até o dia 03/02/2024;
  • uma entrevista será agendada com cada candidatx, prevista para ocorrer presencialmente no dia 05/02/2024*, a partir das 18h, no laboratório Agência de Notícias (Sala 3E123);
  • o resultado da seleção será divulgado para xs candidatxs até o dia 07/02/2024*.

* Datas passíveis de adequação a depender do número de candidatxs.

Mais informações sobre o grupo podem ser encontradas no site: www.gruponarra.com

Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail indicado acima.

Pesquisadores da Rede Linhas se encontram para discussão de trabalhos

No dia 17 de Novembro, a  Linhas – Rede Mineira de Estudos em Narrativas e Historicidades (Cultura Fotográfica, Narra e Tramas Comunicacionais),  promoveu um encontro interinstitucional para discutir acerca de concepções teórico-metodológicas que envolvem o estudo da imagem e do imaginário, sobretudo da fotografia. A conversa, que ocorreu de forma híbrida, foi conduzida a partir dos trabalhos dos professores João Damásio (Narra/UFU) e Flávio Valle (Cultura Fotográfica/UFOP), e teve como objetivo contribuir com os trabalhos atualmente desenvolvidos pelos grupos.

O professor João Damásio conduziu suas contribuições a partir de seu trabalho O caso dos museus espíritas: iconicidade do imaginário na midiatização”, sua tese de doutorado. A pesquisa trata a respeito da midiatização e circulação de imagens a partir de museus espíritas. As contribuições do professor Flávio Valle partiram de sua experiência com o projeto de extensão “Olhares Comunitários”, que envolve alfabetização fotográfica de alunos do ensino médio de Mariana (MG), e a produção de imagens da convivência cotidiana com o rompimento da Barragem do Fundão, ocorrido em 2015.  

Imagem do encontro promovido pela rede Linhas, com a presença de  membros do Narra, Tramas Comunicacionais e Cultura Fotográfica

Atualmente, a rede Linhas se encontra em um esforço conjunto de investigação a respeito das catástrofes cotidianas, e a conversa consistiu em uma contribuição para a condução de pesquisas que envolvem visualidades e sua circulação. 

Para saber mais a respeito dos trabalhos desenvolvidos pelo grupo Cultura Fotográfica, acesse o site: www.culturafotografica.com.br/

Leia a pesquisa “O caso dos museus espíritas: iconicidade do imaginário na midiatização”, do Professor João Damásio, aqui. 

Narra integra segundo livro publicado pela Rede Historicidades dos Processos Comunicacionais

Os professores Nicoli Tassis e Nuno Manna, coordenadores do Narra, compõe o livro Temporalidades e Espacialidades nos Processos Comunicacionais, lançado durante o XIV encontro da Rede Historicidades dos Processos Comunicacionais. A obra foi organizada por Maria Gislene Carvalho Fonseca (UFMA), Juliana Freire Gutmann (UFBA), Phellipy Jácome (UFMG) e Ana Paula Goulart Ribeiro (UFRJ), e publicada pelo Selo PPGCOM (UFMG). O trabalho é composto por uma seleção de artigos apresentados no XII encontro da Rede, realizado no ano passado na ECA-USP. 

O livro propõe reflexões e análises sobre as relações entre espacialidade e territorialidades nos estudos dos processos comunicacionais, discute a busca por espaços de igualdade e aborda as dimensões espaço-temporais da nossa experiência. O texto está disponível gratuitamente, no site do Selo PPGCOM. 

No artigo “Cartografias do fim do mundo: resistências, rearticulações e territorialidades”, Felipe Borges (UFMG), Daniel Farias (UFBA), Igor Lage (UFMG), Nuno Manna e Wendi Yu (UFBA) refletem sobre as ideias de fim de mundo enquanto figura de historicidade. Partindo das concepções acerca das catástrofes, o texto busca, em obras contemporâneas, disputas espaço-temporais envolvendo relações com contextos, identidades, corpos, vidas e experiências. O trabalho busca, nesse sentido, “conduzir uma reflexão sobre como a ideia de fim de mundo pode estar atrelada à ideia de uma permanência necessária, que deve ser preservada, mas também a um certo mundo (sexista, racista e misógino) que deve desaparecer. “ 

Em “A mãe (in)visível: trânsitos espaciais de um corpo território”, Diogo Cavalcanti Velasco (UFS), Fernanda Mauricio (UFMG), Iana Coimbra (UFMG), Nicoli Tassis e Valéria Vilas Bôas (UFS) refletem sobreo relato sobre si em redes sociais, durante o parto e a maternidade. O artigo, que trata principalmente do perfil no instagram da jornalista Patricia Ferraz, discute como suas narrativas criam um espaço público tensionador tanto do corpo feminino quanto do próprio jornalismo. 

A rede de grupos de Pesquisa Historicidades dos Processos Comunicacionais integra pesquisadores dos programas de pós-graduação de 12 instituições no Brasil (UFBA, UFRJ, UFMG, UFPI, UERJ, USP, UFOP, UFRB, UFS; Fiocruz; UFU; e UFF). Nos últimos anos, os encontros da rede têm resultado na publicação de dossiês e livros. A professora Nicoli Tassis irá compor a organização da publicação dos artigos discutidos neste ano em um livro previsto para 2024. Além disso, o Narra  sediará  o XVI encontro da rede, que será realizado na Universidade Federal de Uberlândia no segundo semestre de 2024. 

Confira o livro Temporalidades e Espacialidades nos Processos Comunicacionais, disponível gratuitamente em formato digital, no  link:  https://seloppgcomufmg.com.br/publicacao/temporalidades-e-espacialidades-nos-processos-comunicacionais/

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